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XI ENCONTRO MINEIRO DE HOMEOPATIA


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Inscrições abertas na secretaria da AMHMG (31) 3446.0269

Data: 28 a 30 de maio de 2004
Local: Auditório Ministro Carlos Mário Veloso - UNA Rua Aimorés, 1.451 - Bairro Lourdes - Belo Horizonte / MG
Convidada internacional:
Dra. Nandita Shah
Investimento: Homeopatas sócios quites com AMHMG: R$ 250,00
Outros Homeopatas: R$ 300,00

Sobre Nandita Shah

Nandita Shah nasceu em 15 de fevereiro de 1959 em Bombay, na India. Seu atual endereço é Quiet Healing Centre, Auroville, T.N. 605101, India.
Ela foi premiada LCEH pela CMP - Faculdade Médica Homeopática em Mumbai, e pratica a homeopatia há 20 anos.
Nandita já estudou com nomes como Sarabhai Kapadia, Usha Maniar, Dr Rajan Sankaran, George Vithoulkas, Jan Scholten, Jeremy Sherr, Anne Schadde, e outros homeopatas contemporâneos.
Ela leciona e oferece seminários na Índia, Europa, nas Américas do Sul e do Norte e Israel. Suas publicações sobre a homeopatia incluem artigos em Links, jornais Homeopatas Indianos e outros jornais nacionais.
Nandita Shah, LCEH da Índia formou-se na CMP - Faculdade Médica Homeopática em Mumbai no ano de 1981 e se tornou integrante do grupo de médicos homeopatas de Bombay. Ela tem grande demanda como professora de homeopatia na Índia, nos Estados Unidos, Canadá, Europa, Israel, Brasil e Austrália.

Telefone para contato: + 91 413 623007
Email: nandita_shah@vsnl.com
Site: www.nandita-shah.net

Apresentação

Sistema homeopático baseado no método de Rajan Sankaran.

Casos clínicos demonstrando a metodologia de Sankaran e ressaltando o fenômeno da compensação.

Sistematização de prescrições homeopáticas para utilização de novos remédios em casos onde são necessários.

Caracterização de Grupos Medicamentosos:
Classificação de Reino / Classificação de Miasmas / Classificação das plantas

Programação

Dia 28 de maio, sexta-feira
19 horas às 19h30 - Abertura
19h30 às 21 horas - Conferência
21 horas - Cocktail

Dia 29 de maio, sábado
9 às 13 horas - Conferência - (10h45 às 11 horas - coffe break)
15 às 19 horas - Conferência (17 horas às 17h15 - coffe break)

Dia 30 de maio, domingo
9 às 13 horas - Conferência (10h45 às 11 horas - coffe break)

Toda a apresentação da Dra. Nandita será traduzida simultaneamente.

Compensação

Muitas vezes nos percebemos em situações incômodas, não porque sejam difíceis, mas porque não se apresentam conforme nossa natureza básica. Para vivenciá-las, precisamos empreender algum esforço, o que Rajan Sankaran, homeopata indiano, chama de compensação.

O estado não compensado é aquele que não exige esforço, pois condiz com a natureza básica. Por exemplo: uma pessoa que "melhora com ocupação" não se sentirá cansada desenvolvendo várias tarefas. Mesmo de férias, será um sofrimento ficar sem alguma ocupação, buscando naturalmente alguma atividade.

Portanto, quanto mais compensada uma pessoa, mais distante de sua natureza básica ela está e mais difícil é para o homeopata perceber o que realmente é digno de cura.

O XI Encontro Mineiro de Homeopatia traz como sua convidada, Dra. Nandita Shah. Baseada nestas idéias e em seus casos clínicos, ela descortina uma nova abordagem do paciente homeopático, desvelando o seu modo compensado de viver.

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Compensação envolve encobrir por um ato da vontade alguns elementos de nossa própria natureza (sem haver uma mudança nestes elementos). Este ocultamento é necessário se a situação não é intensa o bastante para exigir uma mudança nos elementos e uma mera ocultação servirá ao propósito. Nestes casos a mente tem a capacidade de ajustar-se. Assim a compensação é um ato voluntário de contrabalançar algo da nossa natureza. É um processo de esforço que até certo ponto é desconfortável, porque envolve uma luta conta nossa natureza básica.

A compensação é vista em todos nós e temos que compensar por diferentes elementos em diferentes situações. Por exemplo, tomemos uma pessoa com um forte elemento de inquietude que não pode sentar em um lugar. Quando este homem tem que assistir a uma conferência ele tem que se esforçar para controlar sua inquietude. Para compensar isto, ele se senta com as pernas entrelaçadas de modo apertado e lembra-se constantemente que ele não deve se mover.

O processo de compensação é muito interessante e tem alcançado implicações na homeopatia. Se entendermos como funciona este processo, haverá uma grande diferença no entendimento dos pacientes.

Uma pessoa é mais natural numa situação em que ela precisa compensar o mínimo.

Em situações em que a pessoa tem que controlar-se muito, ela está muito compensada (ajustada). Normalmente, escolhemos situações em que precisamos compensar o mínimo possível.

Por exemplo, o paciente inquieto fisicamente não escolherá uma profissão de balconista, mas de carteiro, vendedor, em que ele precise compensar o mínimo. Uma pessoa que deseje viajar (Tub.) escolherá ser um agente de viagens para não ter que compensar neste aspecto, mesmo assim sempre haverá situações que vão contra nossa natureza básica.

O homem que escolheu um emprego de vendedor, viajará muito, mas ele terá que fazer relatórios de venda e para isto ele terá que sentar e concentrar-se e manter tudo em ordem. Isto vai contra sua natureza, então ele tem que compensar (controlar) sua ânsia para movimentar-se quando ele tem que fazer relatórios.

Nos relacionamentos o homem tem que compensar de algum modo. A compensação é útil e apropriada à situação. Uma pessoa compensa somente se a situação exige.

Porque este conhecimento é importante? Quando estamos tomando um caso, os sintomas não compensados emergem mais facilmente, mas os compensados são muito mais difíceis de traçar. Um marido Lyc. que cuida da esposa Puls. que não está compensada não quer dizer que seja "afetivo/cuidadoso". Esta é uma atitude compensada e temos que prescrever para a natureza básica de cada um. Devemos ser capazes de perceber que o sintoma básico é o oposto.

A compensação é:
1) um ato voluntário

2) vai contra alguns aspectos da natureza básica.

3) Requer um esforço e

4) Usualmente é preciso para enfrentar a situação.

Lembro-me de tratar muitos pacientes com Nit-ac sem um pingo de malícia que é uma das características mais conhecidas deste remédio. No inicio ficava surpreso como era efetivo, quando ponderava sobre a natureza dos pacientes via que aquela calma, docilidade e não violência vinham da formação religiosa que não aceitava nem aprovava atitudes de violência e maldade, e se agissem assim a imagem deles ficaria prejudicada.

Outra forma de compensação neste caso poderia ser o direcionamento da malícia para formas socialmente aprovadas: uma guerra contra a pobreza, ou mesmo, dizer que uma doença é completamente destrutiva. Assim a malícia estará presente em padrões socialmente aceitos e nós temos que ter a habilidade de perceber isto na pessoa. Teremos esta visão se entendermos o contexto social e considerarmos quais as características serão compensadas e que saídas são possíveis quando estas características que estão na forma não compensada se depararem com a aprovação social.

Super compensação
Se a compensação é muito intensa ou nas sociedades onde o elemento paricular é considerado muito ruim ou o paciente é extremamente sensível à sua presença, há uma super compensação. Significa que será desenvolvido um padrão de comportamento que seja o oposto exato à natureza real do paciente. Por exemplo, se sua natureza é muito cruel e você pertence a uma religião que considera a crueldade como o pecado mais grave, então você precisa ocultar sua crueldade tão completamente que você prefere tornar-se um santo. A supercompensação aparece quando a situação em que você está é muito contraria aos elementos básicos; isto envolve um grande esforço e geralmente provoca uma sensação muito desconfortável.

Como encontrar sintomas não compensados?
Precisamos perguntar o seguinte:
1. Qual a situação que o paciente escolheu para si? Deve haver bastante ausência de compensação nela.

2. Quais são as coisas da situação com as quais ele fica feliz ou confortável? Estas estarão em sintonia com seu estado não compensado.

3. Quais são as características que, apesar de saber que não são boas naquela situação, ele ainda não pode remediar? Estes são os sintomas não compensados.

4. Quais são as coisas em sua natureza que são socialmente desaprovadas, mas ainda ele não pode evitar? Também serão características não compensadas.

Sinais de Compensação
Quando o paciente age de acordo com o que é exigido não implica que esta seja sua natureza básica. É necessário examinar se ele agiria da mesma maneira num lugar onde assim não lhe fosse exigido. Antes de tomar um sintoma como básico do caso, devemos ver se:
1. a situação exige (provavelmente é uma compensação)

2. ele fica confortável nela (não compensado)

3. seu comportamento relaciona com uma situação em que não é exigido dele (não compensado). Separar os sintomas compensados dos não compensados é de grande valor na tomada do caso.

Natureza da Compensação
A compensação é um ato voluntário e sobressai como uma defesa contra sentimentos involuntários ou anseios. O que nos dá a dica de que uma pessoa está compensando é a necessidade de apelar para uma atitude mais do que o normal. Por exemplo, quando uma pessoa diz espontânea e repetidamente, "dr., porque ficar ofendido? Todos agem de acordo com sua própria natureza. Nunca deixo estas coisas me afetarem. Quando alguém me ofende penso que é melhor ignorar do que dizer alguma coisa a mais e criar um conflito. Então eu sempre perdôo e esqueço". Quando nos deparamos com isto perguntamo-nos porque estes temas do perdão e do esquecimento estão presentes. Que tipo de homem é este que constantemente se lembra que perdoa e esquece? Só pode ser uma pessoa sensível cuja tendência natural é ser maliciosa e vingativa (Nit-ac.).

Compensação e Mudança de Estado
Usemos o exemplo de uma mulher Calc. desde a infância. Calc. precisa estar protegida porque sente uma ameaça externa e ela não é capaz de enfrentar isto. Confina-se a viver em casa e teme sair. Procura proteção, segurança. Pela compensação ela é capaz de sair, correr alguns riscos e ter alguma coragem, mas terá que usar energia extra para fazer isto. Assim, quando passa por isto entra na fase compensada. Quando até esta compensação é insuficiente há uma mudança de estado. Calc. muda para Stram. A situação de proteção muda para a situação de falta de proteção. Quando compensamos, as nossas ações mudam, mas não o nosso estado. Se o estado muda então todos os sentimentos mudam e isto acontece muito freqüentemente, por isto vemos tão poucos adultos Calc. Esta mudança do estado mental depende de 2 coisas:
1. da nova situação

2. das outras raízes que estão presentes nas pessoas.

Uma pessoa Calc. cujo pai morre e cuja mãe torna-se dependente dela e está sem dinheiro tem que lutar pela sobrevivência. Não há lugar agora para o estado Calc. com sua indolência e busca de proteção. Neste momento outro remédio é requerido. No caso de um casal, se ambos são irresolutos, um terá que compensar a irresolução do outro. Se isto for insuficiente poderá haver uma mudança, algumas vezes para um estado contrario. Por exemplo: 2 pessoas inseguras se casam, a mais insegura fica dependente da outra que terá que compensar muito mais, tornando-se uma pessoa mais responsável (Aur.), ou dominante (Lyc.), ou cuidadosa (Caust.).

Criando um equilíbrio
Se há 2 estados diferentes em uma casa, cada um irá compensar alguns sintomas e permanecerão não compensados em outros sintomas. Assim eles estarão em equilíbrio. Exemplo: se o marido é responsável (Aur.) e a esposa insegura (Calc.), os sintomas que precisam ser compensados pela esposa são medo de escuro e medo de ficar sozinha (seu marido pode ter que viajar deixando-a só). A sensibilidade à crueldade precisa estar na forma não compensada já que encoraja dependência. Isto os mantêm juntos e assegura a sobrevivência e o conforto. A docilidade e a timidez precisam permanecer na forma não compensada. No marido os sintomas que precisam estar na forma não compensada são o senso de responsabilidade, a industriosidade, a religiosidade. Violência e intolerância à contradição precisam ser compensadas. Não o ajudarão nesta situação. Pode-se pensar que se uma pessoa está numa situação exatamente complementar ao seu estado então ela não precisa ficar doente, mas em homeopatia o estado em si é a doença; tanto compensado quanto não compensado ele é capaz de produzir a patologia na pessoa predisposta.

Compensação é como uma "wound up spring" esperando ser liberta
Quanto mais compensamos mais tempo precisamos relaxar. Quanto menos vivemos de acordo com nossa natureza básica, mais tempo nos é requerido para relaxar, soltar, ser nós mesmos e nos sentirmos "em casa". A necessidade de diversão advém da compensação em vários aspectos da vida. As pessoas escolhem aquela forma de relaxamento em que elas compensem o mínimo. Compartilhar é um comportamento compensatório comum. Muito poucas coisas pertencem exclusivamente a nós por isto às vezes colecionamos coisas e te-las exclusivamente para nós torna-se nosso maior passatempo. Na realidade, muitos hobbies representam um esforço para não compensar. Animais e crianças dificilmente têm hobbies. Quando a compensação começa os hobbies aparecem. A maioria de nós tem que compensar nossa marcha, que é habitualmente mais lenta do que gostaríamos que fosse. Não é de admirar que as pessoas nas grandes cidades achem mais relaxante ir para um lugar muito calmo e sossegado e não fazer nada. É natural para o workaholic trabalhar numa velocidade maior: não envolve compensação de sua parte. Ele não terá necessidade de descansar em um lugar calmo. Um sinal de que a pessoa está compensando é que ele irá necessitar fazer o oposto de tempos em tempos. Por outro lado, a pessoa que não está compensando sentir-se-á mais tensa quando compelida a fazer o oposto. As características compensadas serão apresentadas mais proeminentemente, na prática, se houver circunstâncias favoráveis para expressão dos componentes não compensados. Se eles não forem expressos pelo paciente mesmo nestas circunstancias favoráveis o remédio pode ser descartado. A questão surge quando os sintomas são encontrados de uma forma direta ao invés de tentar compensá-los. Serão vistos diretamente se:

1. o fator excitante é muito forte e vem de muito tempo.

2. a situação de vida é tal que não houve oportunidade de compensar características incomodas, ex. pais inseguros. O tipo de compensação que uma pessoa vai manifestar deverá estar em sintonia com:

1. os outros componentes do remédio.

2. a situação social e normas. Em suma, para decidir se uma característica expressão está compensada ou se é um sentimento básico não compensado, podemos aplicar o seguinte critério que determinará os sintomas não compensados:
1. um sintoma que incomoda o paciente.

2. um sintoma (sensação ou ação) que o paciente sente como fora do seu controle. Ele diz, "não posso fazer nada".

3. algum sintoma que o paciente não quer ter mas tem.

4. algum sintoma que vai contra os padrões sociais aprovados.

5. algum sintoma manifesto durante uma situação estressante.

6. algum sintoma que o paciente tenta esconder.

7. quando um sintoma não tem uma razão ou uma explicação satisfatória.

8. em situações próximas da situação original do remédio.

9. na atitude do paciente em direção à doença.

10. na escolha das férias ou passatempos do paciente.

O contrário do que foi dito acima será o sintoma compensado. Compensamos quando:
1. os sintomas não são apreciados pela sociedade

2. os sintomas são prejudiciais a nós

3. os sintomas prejudicam nossa auto-imagem. Os sintomas que são úteis para nós são encontrados na forma não compensada, ex.: a industriosidade em Aur.

Experimentação e compensação
Na experimentação nem todos os componentes de um remédio aparecem. O efeito é súbito e agudo. Os sintomas são percebidos quase pela primeira vez e também de uma forma intensa. Os sintomas mais incômodos não compensados serão percebidos mais claramente e assim quase exclusivamente recordados. Os sintomas menos proeminentes serão ofuscados. Neste momento estes sintomas incômodos poderiam ser compensados, a experimentação provavelmente terminaria.

Seleção da Potência nos Casos Compensados
Acho difícil selecionar a potência em casos compensados porque ela é determinada pela intensidade dos sintomas característicos. Nos casos compensados os sintomas característicos não estão disponíveis numa forma direta e na forma compensada é difícil determinar a intensidade de tais sintomas. Ex.: o paciente Nit-ac. Em algum momento vai dizer a si mesmo que não vale a pena vingar-se. Esta é uma forma compensada da maldade. Então como determinar a intensidade da malicia? A resposta recai na nossa definição de saúde e doença. Geralmente entendemos a saúde como um estado de paz e liberdade. A compensação envolve comportamento restrito, ela restringe nossa liberdade de ser/estar aqui e agora. Ao tentar encobrir sua malicia, a pessoa Nit-ac. Sente-se restrita e pode não ter suas respostas e ações completas no momento. Assim, à medida que sua paz e liberdade são cerceadas na mesma medida está adoecido e na proporção da intensidade de suas características será a potência a ser selecionada. O mesmo ocorre com Anac. quanto mais é obrigado a ser amável, mais adoecido fica e a potencia será determinada pela intensidade da doença.

A restrição da liberdade das pessoas não é igual em diferentes parâmetros. Ex.: Ign. sofre restrições em relação ao amor e ao dever e Bry. em relação ao dinheiro. Na forma não compensada a restrição será de um lado e a forma compensada do lado oposto. Ex.: Anac. compensado não pode ser cruel mesmo que a situação exija. Ele não pode matar nem um mosquito irritante. Novamente vemos o quanto a compensação restringe o comportamento. O tanto que a reação é restrita determina a intensidade do estado e, portanto, mais alta a potência.

A Diferença entre os Sintomas Verdadeiros e os Compensados
Como diferenciar em Anac. a crueldade que é compensada, da simpatia. Algumas indicações:
1. nas situações de crise sempre veremos os sintomas na forma não compensada. Não há tentativa de esconder os verdadeiros sentimentos.

2. na infância sempre encontramos um retrato não compensado.

3. comportamento do paciente em casa com os parentes mais próximos.

4. comportamento não compensado é comportamento involuntário. O compensado é um ato da vontade. Compensação exagerada pode parecer involuntária.

5. comportamento não compensado será encontrado em situações aceitáveis, tais como (1) sintomas relatados (2) causas sociais (3) quando se sofre de uma sensação de injustiça. Por exemplo a crueldade e violência aparecem mais na forma compensada, mas elas podem estar não compensadas de 2 modos, quando sob extremo stress, ele diz 1. esta mão dói tanto que se pudesse cortava com faca ou 2. os políticos são tão corruptos que deviam ser executados. Vindo de uma pessoa muito amável. Se um paciente parece muito compensado, pergunte quais são as coisas que não o afetam, que ele resiste? Mesmo sua total ausência mostra compensação. A necessidade de um homem fazer ou não fazer algo obstinadamanete é compensação. O homem saudável não compensado não tem necessidade de fazer coisas contra sua vontade. As defesas de um homem compensado são fracas e muitas coisas o afetam facilmente. As pessoas juntam-se a organizações, grupos, praticas religiosas para se darem um canal legítimo de compensar pelas tendências opostas.

Diferença entre Compensação e Expressão
Uma expressão vai na direção do sintoma e é meramente uma forma dele. A compensação é exatamente o oposto, a fim de encobrir um sintoma. Ex.: se uma pessoa tem medo de ficar sozinha, uma expressão será o desejo de companhia e outra a vontade de agarrar. A terceira expressão seria estar sempre em grupos. A compensação neste caso seria quando a pessoa tenta permanecer sozinha todo o tempo, dizendo a si mesma que não há nada a temer. Preste atenção nas palavras que são usadas e quando são usadas com muita vontade. Eu vou, eu devo, eu não deveria, seja qual for o assunto sobre o qual estão falando, o oposto é a sua qualidade verdadeira.

Diferença entre Remédios Agudos e Crônicos na Compensação
Remédios crônicos são requeridos em situações crônicas e remédios agudos são usados em situações extremas de sobrevivência. Existem remédios que são complementares entre si como Ars. que é o agudo de Bar-c., e Sulph. o crônico de Acon. O que não podemos esquecer é que o crônico pode ser o mesmo remédio e todo o caso pode ser curável por aquele remédio agudo para uma crise aguda presente numa forma não compensada e quando não há uma crise presente na forma compensada.

Em um paciente que precisa de um remédio crônico, muitos sintomas serão encontrados numa forma não compensada porque a utilidade destes componentes estão presentes em todas as situações da vida, a insegurança de Calc., a industriosidade de Bry. são úteis e até aprovadas pela sociedade e são orientadas para a sobrevivência. Elas podem permanecer por muito tempo em uma forma não compensada e mesmo com a menor crise a compensação pode transformar-se em não compensação como na ansiedade por antecipação de Lyc. Quando ele está diante de uma situação nova, desafiante, isto virá à tona na forma não compensada. Estes pequenos desafios são muito comuns nas vidas das pessoas. Assim, em pacientes crônicos pode-se encontrar sintomas não compensados freqüentemente.

A dificuldade está nos chamados remédios agudos porque eles aparecem vindos de um stress extremo que não ocorre no dia a dia. Os componentes têm que ser compensados especialmente nos adultos. O comportamento abusivo e anti-social de Cham. surge de uma situação de extrema negligência, o que acontece raramente. Um Cham. crônico tem que compensar duramente ou no mínimo mostrar-se apenas em situações aprovadas socialmente, como gritar durante a dor ou chutando uma pedra que o machucou. Estas ocasiões são raras e passam despercebidas no dia a dia.

Cada característica do paciente que é individual tem que ser levada em conta. Temos que olhar mais freqüentemente para a situação de stress do que para a normalidade especialmente em remédios agudos. Observar hobbies, interesses, modo de se expressar, gestos, historias da infância, sonhos.

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Rua Leonídia Leite, 57 - Floresta - Belo Horizonte/MG
Fone: (31) 3446-0087 - E-mail:
amhmg@amhmg.org
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