hOMEOPATIA E A SAÚDE PÚBLICA
Proposta para a expansão da prática homeopática no SUS em Minas
Gerais.
Programa Estratégico de Ações
Belo Horizonte, 28 de agosto
de 2003.
Este Manual foi produzido e
editorado pela Agência Goulart Grossi ,
em parceria com a Assessoria de Comunicação da Associação Médica Homeopática de
Minas Gerais. Idealização e pesquisa realizada pela jornalista Beatriz Goulart , Assessora de Comunicação
da AMHMG. Participações especiais das
fontes citadas internamente no escopo
deste projeto. Agradecimentos especiais a todos os envolvidos nesta discussão
tão importante para os cidadãos mineiros, principalmente ao Deputado Chico
Simões e Ricardo Duarte pelo empenho em trazer
à tona para a população a
importância da Homeopatia disponibilizada
via SUS.
Contato
com os debatedores:
Walcymar
Leonel Estrela
Chefe
do Departamento de Terapêuticas Não-Convencionais da Diretoria de Saúde,
Saneamento e Desenvolvimento Ambiental da Prefeitura Municipal de Juiz de Fora
Fone:
32 3214-0866/32 9116-1016
Corrado
Giovanni Bruno
Vice-Presidente
da Liga Médica Homeopática Internacional
Fone:
11 5041-2822/ 11 9986-9016
Mário
Antônio Cabral Ribeiro
Presidente
da Associação Médica Homeopática de Minas Gerais
Fone:
31 3227-6272 /31 3088-7083
Dra.
Cláudia Prass
Membro
da Coordenação das Práticas Médicas Não-Alopáticas da Secretaria Municipal de
Saúde da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte
Fone:
31 3277-9532/9972-5314 33329417
Deputado
Estadual Chico Simões
Autor
do Requerimento
Fone:
31 3290-5290
Deputado
Ricardo Duarte
Presidente
da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa de Minas Gerais
Fone:
31 3290-5430
os benfícios da homeopatia para o setor público de sáude
A expansão da Homeopatia no SUS/MG
ASSOCIAÇÃO MÉDICA HOMEOPÁTICA DE MINAS GERAIS
DIRETOR PRESIDENTE
MÁRIO ANTÔNIO CABRAL RIBEIRO
DIRETORA CIENTÍFICA
ELAINE PIMENTEL NUNES
DIRETOR SOCIAL
NÚNCIO ANTÔNIO ARAÚJO SOL
DIRETOR TESOUREIRO
OTÁVIO DE FREITAS ROCHA
DIRETORA SECRETRÁRIA
CLAUDETE BARBOSA DA SILVA PENHA
|
“ A Homeopatia é o mais fino método que existe para tratar as pessoas de uma maneira econômica e segundo os princípios da não violência.(...) O governo deve encorajar seu emprego e favorecer o seu desenvolvimento em nosso país.” (Assim defendeu a homeopatia em 1936, Mohandas Karamchand Gandhi em seu país, a índia). |
Belo
Horizonte, 28 de agosto de 2003.
À
Comissão de Saúde
Assembléia Legislativa de Minas
Exmos
Deputados,
Durante
vinte e três anos de trabalho a Associação Médica Homeopática de Minas Gerais
vem buscando por vários caminhos fortalecer a prática homeopática no Estado a
fim de contribuir de maneira decisiva para um balanço positivo da saúde em
Minas. E hoje, através da vontade política dos nossos deputados contamos com
uma Assembléia Legislativa receptiva e disposta
a debater novas propostas, rompendo paradigmas com o intuito de buscar novos
caminhos eficazes na concretização de políticas públicas não excludentes para
melhorar a qualidade de vida da população, sobretudo da população carente.
Gostaríamos
de agradecer em especial ao Deputado Estadual Chico Simões/PT, pela iniciativa
de enviar o requerimento à referida Comissão e dar o primeiro passo para essa
discussão, sobretudo percebendo sua urgência, tendo em vista os graves
problemas financeiros pelos quais passa o SUS. Encontramos esta casa de portas
abertas para debater a expansão do número de atendimentos homeopáticos nos
Centro de Saúde de Belo Horizonte e nos preparamos para apontar o quanto a
homeopatia já tem contribuído e ainda pode contribuir no processo de inclusão
social a que ela se propõe.
Ficou
constatado, através de pesquisas feitas pela Coordenação de Práticas
Não-Alopáticas da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Belo Horizonte, que os
atendimentos já realizados nos Centros de Saúde da capital representaram uma
grande economia para o Estado. Segundo a mesma pesquisa, o pedido de exames
complementares na homeopatia é cinco vezes menor que na alopatia. Além disso,
estimativa feita pela AMHMG mostra que o preço do medicamento homeopático é
cerca de 3 vezes mais baixo que o alopático, tendo em vista um mercado sem
grandes oligopólios.
Estamos convencidos que esta iniciativa é
um divisor de águas para a homeopatia em Minas e representa a maior conquista
da AMHMG em 2003. Nossa perspectiva é de que nesta reunião possamos tratar um
projeto unificado com o apoio de todas as instituições representativas, de
deputados e da comunidade, para sensibilizar os Conselhos de Secretários
Municipais de Saúde, bem como nos níveis estaduais e federais, a Câmara de Vereadores
de Belo Horizonte a entender estes benefícios, apoiando a cobrança e apoiando a
elaboração de um Projeto de Lei para
regulamentar a prática Homeopática na esfera do estado e também dos municípios,
a fim de que possamos ser um referencial em saúde pública em Minas Gerais.
Atenciosamente,
Mário Cabral Ribeiro – Presidente da AMHMG
Associação Médica Homeopática de Minas Gerais
Índice analítico
Capítulo
1
Introdução 1
CAPÍTULO
2
Justificativa
ao Pedido da reunião na Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa de Minas
Gerais 2
CAPÍTULO
3
Como
os sistemas políticos, econômicos e as políticas de saúde estão atuando em
relação à Homeopatia em outros países 5
CAPÍTULO
4
Um
Mapeamento da Comissão de Saúde Pública da AMHB – Associação Médica Homeopática
Brasileira sobre os serviços de Saúde Pública no Brasil 8
CAPÍTULO
5
Resultados
da inclusão da Homeopatia no SUS/BH 23
CAPÍTULO
6
Resultados
da Inclusão da Homeopatia no SUS em Juiz de Fora 32
CAPÍTULO
7
Propostas
da AMHMG para Minas Gerais 42
CAPÍTULO
8
Conclusão 61
capítulo
9 – Anexos 62
A
–PRIMEIRA PEDIDO – CARTA 2000
B –
LEIS – EMBASAMENTO FEDERAL
C -
PESQUISA REALIZADA PELO CENTRO DE
PRÁTICAS NÃO ALOPÁTICAS DA PREFEITURA /BH
D -
PESQUISA REALIZADA PELA DIRETORIA DE SAÚDE/JUIZ DE FORA
E-
ENTREVISTA E APRESENTAÇÃO DO MÉDICO
HOMEOPATA, DR. CORRADO BRUNO, VICE PRESIDENTE DA LIGA MÉDICA HOMEOPÁTICA
INTERNACIONAL
F –
ENTREVISTA COM O DEPUTADO CHICO SIMÕES/PT
G -
RELEASE ENVIADO À IMPRENSA SOBRE A PRIMEIRA REUNIÃO NA COMISSÃO DE SAÚDE DA
AMHMG /AGOSTO DE 2003
H-
ENTREVISTA COM O MÉDICO HOMEOPATA DR. NÚNCIO SOL, PROFESSOR DA UFOP E MEMBRO DA
DIRETORIA DA AMHMG
I-
RECORTES E PUBLICAÇÕES POR PARTE ALMG
J-
CLIPPING DE MATÉRIAS VEICULADAS NA MÍDIA MINEIRA DE FEVEREIRO A JULHO – 2003
K-
PERFIL DO HOMEOPATA NO BRASIL
L- UMA
COMPARAÇÃO HOMEOPATIA NO BRASIL E NA ALEMANHA
M-
PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DE UM CENTRO DE REFERÊNCIA EM HOMEOPATIA
N-
PROPOSTA DA AMHMG PARA MINAS
0 – PROJETO DE LEI
- RIO DE JANEIRO
P - LISTA DE ESPERA / AMBULATÓRIO AMHMG
|
Capítulo 1 |
Introdução
Lutar pela inclusão da Homeopatia no SUS é acreditar que a saúde em Minas e no Brasil tem solução.Que é possível manter o direito do cidadão a uma vida digna, independente de sua classe social ou poder econômico.
|
E |
ste trabalho foi produzido juntando pesquisas e referências de vários médicos homeopatas e também de alguns núcleos de ação localizada que já experimentam a disponibilização da homeopatia em atendimento público à saúde, seja por ação de governo federal, como é o caso da Índia, o país de Gandhi, onde a homeopatia é amplamente difundida como sistema de saúde eficiente e viável economicamente para solução da grande massa populacional de baixa renda, como também em ações localizadas e municipais como são os casos de Juiz de Fora e Belo Horizonte, onde por iniciativa da prefeitura já se pode ver , ainda que timidamente, um atendimento à população via homeopatia.
Esperamos que, com este trabalho, elaborado para ocasião da primeira reunião na Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa para discutir a inclusão da Homeopatia no SUS, de modo mais efetivo em Minas, possamos estar contribuindo para levar a discussão a todas as entidades representativas na área de saúde, afim de sensibilizar tanto políticos, como classe médica e também população, da necessidade urgente de se criar políticas públicas, leis que garantam o que já é um direito constitucional. Somando para este governo em Minas, um desafio e uma iniciativa inédita também para solução econômica para a gestão de saúde hoje no estado.
|
Capítulo 2 |
Justificativa
Tão logo o deputado Chico Simões – PT tomou conhecimento do pedido da AMHMG para analisar os benefícios da homeopatia como fatores de otimização para o problema financeiro e também de qualidade no sistema de saúde pública, foi elaborado um documento conjunto que resume parte do que sensibilizou a Comissão de Saúde da ALMG para abrir esta discussão em agosto de 2003.
|
O |
texto abaixo é a reprodução na íntegra o pedido.
O Poder Público tem hoje o grande desafio de encontrar
soluções para
otimizar o atendimento em saúde, seja no Estado, seja a nível federal. Quando
falamos disso, lembramos a otimização e custo com custeio de medicação,
exames, internações, qualidade e
eficiência do atendimento em seu caráter preventivo. Neste interim, está a
implementação das políticas de atenção à saúde, preconizadas no Sistema
Único de Saúde e também pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
A Homeopatia vem sendo considerada importante instrumento para o fortalecimento do Sistema Público de Saúde em vários países. Segundo o vice-presidente da Liga Médica Homeopática Internacional, o médico homeopata brasileiro Dr. Corrado Bruno, “muito progresso tem acontecido em todo o mundo, especialmente na Europa, onde o Comitê Europeu de Homeopatia apresentou trabalhos e dossiês às companhias de seguros privadas e as convenceram de que o tratamento homeopático é interessante financeiramente. Hoje eles fazem seguros mais baratos para pessoas que se tratam com a homeopatia. O governo de lá também paga o medicamento homeopático. Nos Estados Unidos já existem recursos próprios a serem destinados para a medicina homeopática. E existem outros vários países que já têm uma política voltada para a inclusão da homeopatia na saúde pública”.
No Brasil, a experiência tem acontecido em casos isolados, sem uma atenção governamental que dê aos resultados econômicos a expressividade que eles representam.
No âmbito de economia para o SUS, a Homeopatia possui uma série de procedimentos semiológicos, diagnósticos e prognósticos durante a consulta e observação do paciente que viabilizam o atendimento com um menor custo, necessitando de um menor número de exames laboratoriais e outros utilizados normalmente no sistema Alopático tradicional.
Estes dados foram recentemente comprovados em pesquisa realizada em Belo Horizonte, uma das cidades pioneiras na inclusão do atendimento homeopático na rede pública de saúde. Segundo a pesquisa, realizada pelo Sistema de informação ambulatorial (SAI-SUS) – gerência de Epidemologia - Informação (GEEPI), o número de atendimentos subiu de 604 em 1994 para 14.195 em 2002, demonstrando em pouco tempo o aumento da demanda por este tratamento. A farmacêutica homepata Iracy Aparecida, membro da Coordenação das Práticas Médicas Não Alopáticas, em BH, diz que o número de atendimentos só não foi maior, pois demanda havia, porque os pedidos de nomeação de médicos concursados foram negados, devido a outras prioridades.
Essa eminente demanda significa redução de custos, visto que na homeopatia, pela peculiaridade de seus procedimentos de avaliação e condução dos casos clínicos, há significativa redução da quantidade de pedido de exames. A pesquisa feita pela Coordenação das Práticas Médicas Não Alopáticas revelou ainda que a solicitação de exames laboratoriais caiu de 24,9% na clínica médica para 5,2% na homeopatia e a demanda por exames radiológicos caiu de 8,8% na clínica médica para 1,7% na homeopatia.
Além disso, vale ressaltar que o preço do medicamento
chega a ser 5 vezes menor que o alopático. Para que se tenha uma idéia,
um vidro de medicamento homeopático, tem validade média de 2 anos e dura
conforme a prescrição do médico. Custa em torno de R$ 6,00. E, rara é a
indicação de mais de um medicamento por vez. Citamos por exemplo o caso de uma
criança com uma doença cerebral congênita, cuja mãe declara gastos superiores a
um salário mínimo por mês, antes de iniciar com o tratamento homeopático. Hoje
ela gasta de R$ 8,00 a R$ 20,00. Tem meses que nem gasta e o estado geral
melhorou, porque se reduziram os efeitos colaterais advindos da mistura de
medicamentos.
Outro ponto a ressaltar é que a Homeopatia não se limita a tratar a doença, mas o paciente como um todo, preocupando-se com seu bem estar bio-psíquico-social, de forma a possibilitar-lhe ser agente de seu processo de cura e transformador do meio econômico e social em que vive, segundo suas possibilidades e seu desejo. Desta forma, o tratamento homeopático tem-se demonstrado da mais alta eficiência no que diz respeito à prevenção de doenças e a um real restabelecimento da saúde dos pacientes. E a ação preventiva eficiente também significa redução de custos para o poder público, tendo em vista que evita o re-adoecimento do paciente, reduzindo assim o custo para o governo de internações desnecessárias em hospitais e postos.
O que precisa ser observado, então, é que a Homeopatia hoje pode ser extremamente útil ao Poder Público, quando se pensa na necessidade expressa nos planos do Secretário de Estado da Saúde e preocupação de todos de redução de custos, com otimização dos serviços públicos de saúde.
Os altos custos e demandas por medicamentos (superfaturados ou não), as inúmeras demandas por exames e o trabalho de prevenção ineficaz, que propicia internações desnecessárias, que congestionam e comprometem o fluxo de atendimento nos hospitais, são problemas que podem ser minimizados com o incentivo sistemático e a inclusão efetiva da homeopatia nos serviços de urgência dos hospitais, no Programa Saúde da Família e nos hospitais da Rede Pública.
Estes são os pontos apresentados para o debate. A Comissão de Saúde pode, desde
já, iniciar um debate visando a encontrar alternativas para humanizar o
atendimento à saúde, ao mesmo tempo em que busca otimizar este atendimento. É
desconhecida uma ação governamental que abriu esta discussão com seriedade e
determinação, e Minas Gerais estaria sendo pioneira numa ação a favor da
institucionalização da homeopatia no estado.
Há apenas iniciativas bem sucedidas de inclusão da
Homeopatia no
SUS, como os casos de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Betim, em que se pode
constatar a economia e a demanda pelo serviço, cujos representantes poderão
contar na audiência os desafios para efetivação em nível estadual.
Com a realização de uma Audiência, estaremos contribuindo para a abertura de uma importante discussão sobre uma saída prática para os problemas da saúde no Estado e União. E, cremos, seria inédita uma ação incisiva neste sentido.
|
Capítulo 3 |
A Homeopatia e o Mundo
Foi através do Dr. Corrado Bruno, vice-presidente da Liga Médica Homeopática Internacional, que tivemos o primeiro embasamento de como a homeopatia em outros países tem merecido espaço dentro das políticas de convênio e nas legislações governamentais no que diz respeito ao atendimento público de saúde.
|
F |
omos conversar pela primeira vez com o médico homeopata, Dr. Corrado Bruno em março de 2003, quando nos concedeu a seguinte entrevista, com visão positiva sobre a necessidade de se discutir no Brasil políticas públicas para a inclusão da homeopatia no SUS. A entrevista é rica, pois nos dá uma visão do quanto a institucionalização da homeopatia nos abre portas, por exemplo, para pesquisas, construção de conhecimento e, em conseqüência, fontes de financiamento e atenção de órgãos mundiais como a Organização Mundial de Saúde (OMS). Abaixo a íntegra publicada no site da Associação Médica Homeopática de Minas Gerais em julho de 2003. (Fonte: Ascom/AMHMG)
PRÁTICA HOMEOPÁTICA NO BRASIL TEM RESPEITO
INTERNACIONAL
Se o Brasil é
hoje referencia mundial em homeopatia, o que falta para que ela realmente seja
institucionalizada e seu acesso popularizado, via saúde pública e iniciativas
governamentais?
A prática homeopática brasileira é considerada uma das mais avançadas em todo o mundo, no que se refere à pesquisa patogenética e quantidade de médicos ativos. No entanto, não há uma evolução gradual dessas conquistas, ao contrário do que se vê no resto do mundo, que já promove políticas públicas eficientes para o crescimento da prática. O médico homeopata Dr. Corrado Bruno é vice-presidente geral da Liga Médica Homeopática Internacional e ex-presidente da AMHB. Ele nos fala sobre o panorama mundial da homeopatia, a representatividade do Brasil e as dificuldades de se implantar uma política para desenvolvimento e introdução da homeopatia no Sistema Único de Saúde.
AMHMG: Como
está o quadro da homeopatia no mundo?
A Liga Médica Homeopática Internacional (LMHI), tem percebido que muito progresso tem acontecido em todo o mundo. Especialmente na Europa, o Comitê Europeu de Homeopatia apresentou trabalhos e dossiês às companhias de seguros privadas e os convenceram que o tratamento homeopático é interessante financeiramente. Hoje eles fazem seguros mais baratos para pessoas que tratam com homeopatia. O governo de lá também paga o medicamento homeopático. Nos Estados Unidos já existem recursos próprios a serem destinados para a medicina homeopática. E existem outros vários países que já tem uma política voltada para isso.
AMHMG: Existe
um trabalho da LMHI junto ao Ministério da Saúde, para a introdução da
homeopatia no SUS?
Não, não temos
contato sobre isso. A grande crítica que a Liga recebe é que ela não traz nada
para o Brasil. Mas, a Liga tem feito um bom trabalho. A Organização Mundial de
Saúde (OMS), nos confiou a missão de preparar um documento comprovando a
eficácia do tratamento homeopático, para que a homeopatia seja adotada, aliada
à alopatia, na medicina de todos os países. Essa uma estratégia que vai ser
aplicada até 2005.
AMHMG: Qual a
representatividade do Brasil perante o mundo e a Liga?
O Brasil é
considerado por todo o mundo um país de grandes avanços na patogenesia e na
quantidade de profissionais aderidos. Só para se ter idéia, nós temos no Comitê
Executivo da Liga, 4 representantes do Brasil. Eles não nos dariam essa oportunidade
se não tivéssemos realmente um peso. O que eu percebo, no entanto, é que outros
países que possuem menos tradição estão trabalhando e crescendo, e o Brasil
estagnou um pouco. Há algumas pessoas e órgãos trabalhando, mas, não há uma
mobilização conjunta.
AMHMG: Você
vê distanciamento nas relações entre entidades ou nas relações entre os
próprios médicos?
Claro. A AMHMB é
um órgão que não tem por exemplo alguém para
interagir conosco. Não há um representante da AMHB que seja responsável
pelo contato com a LMHI. Os relatórios da situação do Brasil, que devem ser
apresentados lá fora, em congressos e eventos, são preparados por mim. É
necessária essa aproximação, essa união, para objetivar um bem comum. A OMS é
um órgão que quer investir em pesquisa, não podemos deixar de ganhar isso. Tem
que haver um contato com a Liga, tanto político, quanto científico.
AMHMG: A Liga
promoveu um congresso na Áustria este ano, como foi este evento?
O 58º Congresso
da Liga Médica Homeopática Internacional aconteceu de 22 a 26 de abril em Graz,
na Áustria. Lá tinham aproximadamente 700 pessoas, no qual 5 eram do Brasil.
Tivemos importantes seminários, como do médico holandês, Jan Scholten, autor de
vários livros, que desenvolveu uma técnica de trabalho sobre o estudo das
famílias dos medicamentos. Tivemos também um médico italiano, Maximo
Manjialavori, que é professor na Europa e EUA, que também abordou a família dos
medicamentos, só que no âmbito da prescrição e sua aplicação. O médico belga
Alis Geukens, abordou a cura nos casos graves, metodologia, na qual ele tenta
encaixar todos os sintomas, até o mínimo, dentro do medicamento. Também foram
debatidos assuntos sobre a homeopatia na saúde pública e inter-relação de
homeopatas e alopatas nos hospitais.
AMHMG: Esse
evento nos trouxe conhecimentos importantes?
O evento é
importante porque agrega médicos do mundo inteiro, são 49 países representados
pela Liga. Lá são debatidos o que há de mais novo e atual, além de ser uma
grande interação entre a comunidade médica homeopática.
AMHMG: Existe
algum país que oferece curso de graduação, pós-graduação ou mestrado em
homeopatia?
Eu tenho
conhecimento apenas da graduação. Na Índia e no México, existem faculdades de
medicina homeopática. Já na pós-graduação e no mestrado eu ainda não tenho
conhecimento.
O que se espera do Brasil como figura importante no
cenário mundial?
Já está na hora do Brasil participar da Liga. O Brasil continua se isolando e assim a gente acaba ficando de fora dos acontecimentos. Um dos fundadores da Liga foi um brasileiro e hoje temos muito pouca participação. Com 4 representantes no comitê, a Liga só possui 45 associados brasileiros, enquanto os alemães que têm 1 representante na Liga, possui 2.500 associados. Quando eu comecei a participar em 1980, eu percebi que o Brasil tinha uma organização de fazer inveja. Só que os outros países evoluíram e a gente não. Nós temos reconhecimento, mas, em termos econômicos não somos fortes. O apoio das faculdades ainda é discreto. Precisamos desenvolver projetos e planejamentos para alastrar e credibilizar definitivamente a homeopatia na saúde brasileira.
|
Capítulo 4 |
Ações de inclusão da homeopatia no SUS são feitas ainda na esfera municipal no Brasil.
No Brasil, a homeopatia já se consolidou como tratamento efetivo. As demandas são crescentes. A história demonstra que desde o império, a homeopatia tinha sua tradição e espaço na realeza. Hoje, o atendimento em consultório, com raros convênios, garantem o acesso a muitos poucos. Na intenção de mapear os atendimentos em iniciativas isoladas que estão sendo feitos em algumas cidades do país, a Associação Médica Homeopática Brasileira, através da Comissão de Saúde Pública da AMHB levantou um estudo, cujos primeiros resultados estão apresentados aqui e serviram de base para constatação de demanda, necessidade de sistematizar o serviço e atenção aos seus primeiros resultados econômicos.(Fonte: AMHB, elaborado pela médica homeopata Dra Walcymar Estrela, membro da Comissão de Saúde Pública da AMHB)
|
O |
Diagnóstico da Situação Brasileira dos Serviços de Homeopatia na Rede Pública de Saúde foi apresentado em 2000 , durante o XXV Congresso Brasileiro de Homeopatia, no Rio de Janeiro, .pelo Dr. José Maria Souza, autor do projeto pela AMHB. O projeto segue abaixo na íntegra
DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO
BRASILEIRA DOS SERVIÇOS DE HOMEOPATIA
NA
REDE PÚBLICA / 2000
RIO
2000
SUMÁRIO
1.
Assunto:
Saúde/ Homeopatia
2.
Tema:
Diagnóstico da situação brasileira dos serviços de Homeopatia na rede pública
de saúde/ 2000
3.
Introdução
4.
Objetivos
5.
Metodologia
6.
Conclusão
7.
Referências
bibliográficas
8.
Resumo
9.
Unitermos
I - Introdução
|
É sabido que o SUS, como
resultado da Reforma Sanitária em curso no país e em consonância com o
determinado na Constituição Federal, prevê uma série de reformulações que
garantam à população o acesso às diferentes formas terapêuticas e a implantação
de modelos assistenciais que revertam a lógica de um sistema hospitalocêntrico
e pautado na doença.
Sabe-se também que a
Homeopatia é uma racionalidade que representa uma possibilidade de mudança de
paradigma na área de saúde, o que vem ao encontro de anseios bem definidos não
só por parte dos usuários, como dos profissionais de saúde e dos gestores do
sistema.
Com o crescente número de
municípios a aderirem a esta proposta, qual seja, a implantação da Homeopatia
na rede pública, torna-se necessário avaliarmos os reais avanços desta
especialidade na rede pública de saúde.
Justifica-se assim um
diagnóstico dos serviços existentes e das características dos mesmos, o que foi
proposto pelos autores neste trabalho.
Geral
q
Fazer
um diagnóstico da situação da homeopatia na rede pública de saúde em nosso
país.
Específicos
q
Quantificar
os serviços de Homeopatia na rede pública de saúde;
q
Caracterizar
os serviços de Homeopatia na rede pública de saúde;
q
Avaliar
o cumprimento das diretrizes do SUS e da filosofia homeopática, quando da
implantação dos serviços;
Inicialmente,
foi elaborado um questionário semi-estruturado e enviado para os membros do
Conselho de Delegados, Comissão de Saúde Pública e Comissão de Socialização
da AMHB, no período de junho a agosto
de 1998 num total de 56 questionários. Desta amostra, 37,5% foram respondidos,
À
seguir ampliou-se este universo à todas as federadas da AMHB, para todos
serviços de homeopatia do SUS, homeopatas que atuam no serviço público,
enviados pelo correio e correio eletrônico no período de janeiro a maio de
2000, a fim de captar dados de serviços não analisados e atualizar os
demais. Esta fase ainda não foi
concluída, pois, apesar de constantes esforços da Comissão de Saúde Pública, o
número de questionários respondidos ainda é bastante reduzido, o que reflete a
pequena participação dos homeopatas da rede pública. Além disso, apesar de
sabermos da existência de alguns serviços, muitos não foram informados
oficialmente, como é o caso de São Paulo.
À
seguir procedeu-se a análise dos dados e com base nos mesmos organizou-se as
planilhas expositivas conforme os ítens abaixo:
Tabela 1
DISTRIBUIÇÃO
GEOGRÁFICA DOS SERVIÇOS DE HOMEOPATIA
NA REDE PÚBLICA DE SAÚDE – 1998
Total de
Estados (12)
Total de
cidades (15)
Total de
questionários (21)
OBS. Campo Grande não há
serviço de homeopatia na Rede Pública de Saúde
Grande parte dos estados contam com Serviços de
Homeopatia na Rede Pública, principalmente nas capitais. A maior concentração
ocorre no sudeste o país. No entanto, a maioria dos municípios ainda não possui
atendimento homeopático
Tabela 2
DATA DA INSTALAÇÃO DA
HOMEOPATIA NO
SERVIÇO PÚBLICO DE SAÚDE – 1998
|
1981 |
São Paulo -
SP |
|
1985 |
Rio de Janeiro - RJ Dourados - MS |
|
1986 |
Porto Alegre - RS Natal – RN Brasília - DF |
|
1987 |
João Pessoa - PB |
|
1988 |
Santos - SP |
|
1992 |
Vitória - ES Cuiabá - MT |
|
1993 |
Santo Amaro Imperatriz -
SC |
|
1994 |
Volta Redonda - RJ Belo Horizonte - MG |
Os primeiros serviços foram implantados na
cidade de São Paulo, em 1981, logo após a oficialização da Homeopatia enquanto
especialidade médica pela AMB e CFM.
À partir daí, diversos serviços homeopáticos
surgiram, relacionados a interesse do próprio profissional em exercer a
homeopatia, aliado a oportunidade política institucional.
No início da implantação houveram grandes
dificuldades de aceitação por parte dos gerentes das unidades, fato este, que
vem decrescendo nos últimos anos.
Cerca de 40% das vagas destes serviços foram
preenchidas, através de concursos públicos, enquanto que 40% foram ocupados por homeopatas que até então
desempenhavam outras especialidades ou funções .20% das respostas em branco.
Tabela 3
FAIXA ETÁRIA DA CLIENTELA ATENDIDA NO SERVIÇO
HOMEOPÁTICO NA REDE PÚBLICA BRASILEIRA - 1998

A maior parte dos serviços atendem a todas as faixas etárias ( mistos
), exceto o serviço do Centro de Referência do Trabalhador ( CRST ), cuja
clientela é composta apenas por adultos e idosos, portadores de doenças
ocupacionais.
Tabela 4
ACESSO À CONSULTA HOMEOPÁTICA
NO SERVIÇO PÚBLICO DE SAÚDE – 1998
Todos
os serviços analisados possuem demanda espontânea ( 100%).
O
encaminhamento para homeopatia por outras especialidades médicas é de 90%. Há
um aumento significativo nos últimos anos, conforme dados do Diagnóstico da
Comissão de Saúde Pública da AMHB/1994, que mostravam apenas 8,1% de encaminhamentos realizados por médicos e
demais profissionais da área de saúde. Podemos constatar maior difusão da homeopatia e de suas
possibilidades terapêutica.
Além
disso, há incremento de encaminhamentos por profissionais da área de saúde,
como fonoaudiólogo, fisioterapeutas e psicólogos; e serviços de saúde escolar.
Tabela 5
AVALIAÇÃO DA DEMANDA À HOMEOPATIA
NO SERVIÇO PÚBLICO DE SAÚDE – 1998
|
TIPO DE DEMANDA |
% |
Demanda
reprimida
|
100 |
|
Demanda ociosa |
0 |
|
Não há demanda |
0 |
Todos
os serviços analisados possuem maior número de usuários que desejam se tratar
pela homeopatia, em relação a capacidade de atendimento dos médicos do serviço.
Possivelmente, pelo tipo de acesso em que o usuário não está condicionado a um
encaminhamento por profissional de saúde, ou seja, a demanda é livre, na maior
parte dos serviços. Este dado revela
deficiência do número de homeopatas na rede pública e a grande aceitação por
parte da população, o que constitui
importante demonstrativo para os gerentes de saúde da importância de
contratarem médicos homeopatas.
Tabela 6
TIPO DE ATENDIMENTO HOMEOPÁTICO
NA REDE PÚBLICA BRASILEIRA – 1998

* Pronto Atendimento -
Situações Específicas
Observa-se
que a consulta ambulatorial constitui o momento de maior participação dos
homeopatas no serviço público. Tal fato
nos leva a refletir sobre a possível reprodução do modelo alopático de
atendimento no SUS, onde o ato médico continua restrito aos consultórios.
Apenas
20% dos serviços analisados contam com ações educativas, apesar da importância
destas ações nas diversas instituições como transmissores de saber e
oportunidade para esclarecimento de questões relacionados à saúde e a
homeopatia.
A
inexistência de serviços hospitalares pode estar relacionada a deficiência dos
cursos de formação nesta habilidade, e consequentemente com a inexperiência dos
profissionais de atuarem a nível terciário com a homeopatia. Além disso, os
serviços não estão estruturados para este tipo de atendimento, não há equipes
treinadas, materiais ou disponibilidade de medicamentos homeopáticos.
Outro
fator, seria a restrição de alguns serviços em aceitar a utilização da prática
homeopática; advindo de conceito que a homeopatia destina-se a doenças sem
gravidade clínica.
Tabela 7
DURAÇÃO MÉDIA DA CONSULTA HOMEOPÁTICA
NO SERVIÇO PÚBLICO DE SAÚDE – 1998
|
1ª CONSULTA |
% |
RETORNO |
% |
|
entre 30 e 60 min |
60 |
menos 30 min |
35 |
|
60 min |
25 |
30 min |
35 |
|
30 min |
10 |
entre 30 e 60 min |
30 |
|
menos 30 min |
5 |
60 min |
- |
|
mais 60 min |
- |
|
- |
|
TOTAL |
100 |
TOTAL |
100 |
O
tempo de consulta homeopática preconizado pelo CIPLAN ( Comissão
Interministerial de Planejamento ), resolução 04/88 de 08/03/1988 e pelo
“Projeto Homeopatia para Todos” é de 60 minutos para consultas de primeira vez e de 30 minutos para consultas de
retorno.
Ainda
assim, 15% dos serviços contam com 30 minutos ou menos para realização da
primeira consulta e 70% com consultas de retorno igual ou inferior a 30 minutos.
Tal
fato, relaciona-se com a pressão para produtividade nos diversos setores, ao
baixo número de profissionais homeopatas no SUS, e com grande demanda da
população.
É
importante assegurar formas de garantia de atendimento homeopático de
qualidade, a fim de que o modelo médico no qual estamos inseridos não comprometa as necessidades da homeopatia.
NÚMERO MÉDIO DE CONSULTAS MENSAIS POR SERVIÇO/CIDADE
DA HOMEOPATIA NA REDE PÚBLICA DE SAÚDE - 1998

O
número de atendimentos por profissionais é de 140/mês. Esta caracterização é
difícil pela diversidade das ações realizadas por cada homeopata e pela carga
horária dispensada à homeopatia.
DISPENSAÇÃO DO MEDICAMENTO HOMEOPÁTICO
NA REDE PÚBLICA BRASILEIRA – 1998

70% dos usuários atendidos não tem acesso ao
medicamento. Destes 25% contam com doações de algumas farmácias homeopáticas.
Dos 30% que tem garantia de fornecimento, 20% possuem farmácias próprias.
Conforme dados do Diagnóstico da Comissão de
Saúde Pública, esta situação se mantém desde 1994, quando este foi considerado
um dos maiores problemas ou limitações da homeopatia no serviço público; com
83,7% dos usuários comprando seus medicamentos. Além disso, dos 24,7% que tem
garantia deste acesso, apenas 8,5%
havia farmácia própria.
As farmácias da rede pública possuem grande
número de dificuldades como a inexistência de vidrarias, matéria prima e
recursos humanos.
Ressaltamos a importância da
mobilização do farmacêutico homeopata de estar atuando na rede pública como
forma de viabilizar este serviço e garantir sua qualidade.
Tabela 10
NÚMERO DE MÉDICOS HOMEOPATAS
QUE ATUAM NO SERVIÇO PÚBLICO DE SAÚDE - 1998
|
CIDADES |
NÚMERO |
TITÚLO ESPECIALISTA |
SEM T. SPECIALISTA |
|
RIO DE JANEIRO |
80 |
não disponível |
não disponível |
|
BRASÍLIA |
17 |
00 |
17 |
|
VITÓRIA |
14 |
07 |
07 |
|
BELO HORIZONTE |
14 |
00 |
14 |
|
JOÃO PESSOA |
08 |
04 |
04 |
|
SALVADOR |
06 |
03 |
03 |
|
DOURADOS |
05 |
03 |
02 |
|
SANTOS |
05 |
01 |
04 |
|
NATAL |
05 |
05 |
00 |
|
VOLTA REDONDA |
05 |
01 |
04 |
|
PORTO ALEGRE |
04 |
02 |
02 |
|
CUIABÁ |
02 |
00 |
02 |
|
SANTO AMARO -SC |
01 |
01 |
00 |
|
CAMPO GRANDE |
Z |
- |
- |
|
SÃO PAULO |
não disponivel |
não disponível |
não disponivel |
|
TOTAL |
166 |
27 |
59 |
Há
muita dificuldade na obtenção e fidedignidade destes dados. Principalmente pela
desorganização do SUS e de seus setores de informações, além da falta de
empenho dos homeopatas no envio das resposta dos questionários.
Observamos
o baixo número de homeopatas para atender uma demanda, principalmente quando
comparado as demais especialidades.
Geralmente,
a organização e estruturação dos serviços homeopáticos se relacionam com a
disponibilidade pessoal do homeopata.
RELAÇÃO: QUADRO FUNCIONAL x CONCURSO PÚBLICO
PARA HOMEOPATAS NA REDE PÚBLICA DE SAÚDE - 1998
![]()
A criação de quadro funcional de homeopatia, está
na faixa de 50%, desses 40% através de concurso público; 30% dos serviços não
contam com quadro funcional de homeopatas.
Este espaço constitui um importante avanço, já que
oficializa a inserção da homeopatia no serviço público.
NÚMERO DE VAGAS OFERECIDAS À HOMEOPATIA
NA REDE PÚBLICA DE SAÚDE - 1998
![]()
40% dos locais onde o homeopatia está
implantada tiveram concursos para
homeopatas, em alguns locais, o número de vagas não foi preenchido, pela
inexistência de candidatos. O número total de vagas disponíveis nos serviços
avaliados foi de 72. Situações como o desvio de vagas da homeopatia para outras
especialidades ou serviços, geralmente para os setores de urgências também estão descritos. Daí, a importância
da mobilização política institucional dos homeopatas como forma de garantir
este importante espaço.
OUTRAS ESPECIALIDADES ALÉM DA HOMEOPATIA
NA REDE PÚBLICA DE SAÚDE- 1998
![]()
Cerca de 50% dos homeopatas da rede pública possuem
outra especialidade, principalmente em áreas básicas como pediatria, clínica
médica e ginecologia. Observou-se citação da fitoterapia e ortomolecular como
especialidade médica. Fato este que sugere o desconhecimento entre os
profissionais de saúde gerando desinformação entre a população.
Tabela 14
NÚMERO DE MÉDICOS COM FORMAÇÃO EM HOMEOPATIA
QUE ATUAM EM OUTRA ESPECIALIDADE OU FUNÇÃO
NA REDE PÚBLICA DE SAÚDE – 1998
|
CIDADE |
NÚMERO |
|
BRASÍLIA |
66 |
|
VOLTA
REDONDA |
15 |
|
VITÓRIA |
09 |
|
JOÃO
PESSOA |
08 |
|
CUIABÁ |
02 |
|
SANTOS |
02 |
|
NATAL |
01 |
|
TOTAL |
103 |
Dados não disponíveis:
Salvador, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro
Há grande dificuldade na obtenção destes dados,
pela inexistência de cadastros da saúde pública. O número de profissionais, que
atuam em outra especialidade corresponde a 62% do total de profissionais que
atuam como homeopatas. Estes dados apontam
para a necessidade de maior discussão do papel social do homeopata e da
socialização da homeopatia. Estratégias como fóruns de saúde pública, oficinas
de sensibilização devem ser realizadas no intuito de mobilizar maior número de
profissionais para atuarem como homeopatas no serviço público.
Tabela 15
CARGA HORÁRIA SEMANAL MÉDIA DISPENSADA
À HOMEOPATIA NA REDE PÚBLICA DE SAÚDE - 1998
|
HORAS/ SEMANAIS |
CIDADE |
|
40 |
PORTO ALEGRE – RS |
|
20 |
BELO HORIZONTE - MG VOLTA REDONDA - RJ SÃO PAULO - SP VITÓRIA - ES PORTO ALEGRE - RS NATAL - RN JOÃO PESSOA - PB SANTO AMARO - SC SALVADOR - BA SANTOS - SP RIO DE JANEIRO – RJ |
|
12 |
BRASÍLIA – DF |
|
10 |
CUIABÁ – MT |
|
04 |
DOURADOS - MS |
A
maior parte dos profissionais possuem 20h/semanais destinados à homeopatia. No
entanto, grande parte dos profissionais possuem carga horária variável,
dependendo da disponibilidade do serviço. Além disso, há também alguns
profissionais que exercem outras especialidades ou funções concomitante ao
atendimento homeopático.
Tabela 16
OS 12 MAIS SIGNIFICATIVOS PROBLEMAS
DA HOMEOPATIA NA REDE PÚBLICA - 1998
|
PROBLEMAS |
% |
|
1-
NÚMERO INSUFICIENTE DE PROFISSIONAIS QUALIFICADOS ATUANDO NA HOMEOPATIA - Inexistência de quadro funcional de médico homeopata - Ausência de concurso público para médico homeopata - Deslocamento para outras especialidades ou funções |
27 |
|
2
- ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DEFICITÁRIA - Ausência de pronto socorro - Ausência de hospitais - Falta de material - Falta de recursos humanos treinados |
13,5 |
|
3
- FALTA DE DECISÃO POLÍTICA NOS DIFERENTES NÍVEIS DE GESTÃO QUE ASSEGURE A
IMPLATAÇÃO/IMPLEMENTAÇÃO DO SERVIÇO |
9,5 |
|
4
- DESESTRUTURAÇÃO DO SUS |
9,5 |
0S 12 MAIS SIGNIFICATIVOS PROBLEMAS
DA HOMEOPATIA NA REDE PÚBLICA - 1998
|
PROBLEMAS |
% |
|
5 - FALTA MOTIVAÇÃO DOS HOMEOPATAS DE ATUAREM NA REDE PÚBLICA |
8,3 |
|
6 - DIFICULDADE DE ACESSO À MEDICAÇÃO HOMEOPÁTICA |
6,7 |
|
7 - EXIGENCIA DE PRODUTIVIDADE |
6,7 |
|
8 - DEMANDA REPRIMIDA |
5,4 |
|
9 - BAIXA REMUNERAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO |
4 |
|
10 - FALTA DE DIVULGAÇÃO DAS POSSIBILIDADES DA HOMEOPATIA |
4 |
|
11 - FALTA DE SERVIÇOS COM AÇÕES EDUCATIVAS |
2,7 |
|
12 - FALTA DE INTEGRAÇÃO DOS HOMEOPATAS ENTRE SI E OS PROGRAMAS E SETORES DAS SECRETARIAS DE SAÚDE |
2,7 |
|
TOTAL |
100 |
O principal problema citado
é o número insuficiente de profissionais qualificados atuando em homeopatia,
que torna os serviços insuficientes para atender a demanda.
Ao contrário do que possa
aparecer, os baixos salários na saúde pública, comparecem em 4% das respostas,
ou seja, este não é uma questão restrita da homeopatia.
A deficiência na organização
dos serviços e a desestruturação do SUS, comprometem os diversos setores. Desta
forma a inclusão da homeopatia e a ausência de estudo preliminar de suas
características e necessidades, são fatores que dificultam sua implementação.
Cita-se a falta de motivação
dos homeopatas em trabalhar na rede pública. Este fato pode ser observado pelo
grande número de profissionais que exercem outras especialidades ou funções.
A dificuldade de acesso à
medicação homeopática, e a inexistência de uma política de fornecimento de
medicamentos homeopáticos inviabiliza o tratamento de grande parcela de
usuários.
Problemas como o isolamento
dos homeopatas, a falta de divulgação das possibilidades da homeopatia e a
falta de serviços com ações educativas, nos revela a importância de maior
integração com demais programas e serviços,
além de incrementar a divulgação da especialidade.
IV – Conclusão
Os autores concluíram que
apesar da implantação dos serviços de Homeopatia já ser uma realidade, o crescimento destes serviços ainda é pequeno em relação ao
número de municípios existentes no País.
Com base nas diretrizes do SUS de integralidade, equidade e
universalidade das ações, podemos perceber que muito há por caminhar, pois a
maioria dos municípios ainda não conta com um serviço de homeopatia.
Este Diagnóstico mostra os
principais problemas encontrados e nos convida a buscar soluções criativas para
o desenvolvimento da Homeopatia na Rede Pública.
O projeto Homeopatia para
Todos, enviado a todas as secretarias de saúde do país, busca facilitar a
implantação e implementação de novos serviços. É necessário que os homeopatas:
médicos, farmacêuticos, odontólogos, médicos veterinários, participem deste
processo, para que juntos a Homeopatia possa ser socializada à toda população
do SUS.
V –
Referências bibliográficas
ASSOCIAÇÃO MÉDICA HOMEOPÁTICA BRASILEIRA E COMISSÃO DE
SAÚDE PÚBLICA. Diagnóstico dos Serviços de Homeopatia na Rede Pública.
Mimeo.1994
ASSOCIAÇÃO MÉDICA HOMEOPÁTICA BRASILEIRA E COMISSÃO DE
SAÚDE PÚBLICA . Proposta para Implantação de Atendimento Homeopático na Rede Pública.
Revista de Homeopatia ( São Paulo ) 1995; 60 ( 2 ): 35 – 9
CARVALHO, Guido Ivan ; SANTOS, Lenir. Sistema
Único de Saúde: Comentários à Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/90 e Lei
8.142/90). 2ª ed. atualizada e ampliada; Hucitec São Paulo, 1995.
COMISSÃO DE SAÚDE PÚBLICA DA AMHB: Projeto Homeopatia para Todos. Mimeo. Volta Redonda, 1999.
COMISSÃO INTEREINSTITUCIONAL DE SAÚDE DE SÃO PAULO.
Deliberação no. 81 de 29/11/1989; diretrizes gerais para o Atendimento em
Homeopatia. Diário oficial do Estado de
São Paulo; São Paulo. 1989. 29 nov. , p. 23.
COMISSÃO INTERMINISTERIAL DE PLANEJAMENTO E
COORDENAÇÃO. Resolução no. 4 de
08/03/1988; Implanta a Prática de Homeopatia nos Serviços Públicos de Saúde. Diário Oficial da União; Brasília 1988;
11 mar., p 3996.
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA . Resolução 1000/80. 04 de junho de 1980. Acréscimo da Homeopatia à
Relação de Especialidade reconhecidas pelo ....... . Diário Oficial da União ( seção I – Parte II ) , Brasília. 21 de
julho de 1980
LUZ, Madel Terezinha. Natural
Racional Social:razão médica e racionalidade científica moderna.
Rio de Janeiro: Ampus, 1988.
LUZ, Madel T. A arte de
curar versus a ciência das doenças: história social da homeopatia no
Brasil. São Paulo : Dynamis Editorial; 1996.
NOVAES, Ana R.V . Estudo da situação brasileira dos
serviços de homeopatia na rede pública . Anais do XXIV Congresso
Brasileiro de Homeopatia . Gramado,1998.
SOUZA CAMPOS, Gastão Wagner. Considerações sobre a arte e a
ciência da mudança: revolução das coisas e reforma das pessoas. O caso da
saúde. Inventando a mudança na saúde. São Paulo: Hucitec, 1994.
Resumo
Realizar um diagnóstico
sobre os serviços de Homeopatia na rede pública de saúde , em nosso País é a
intenção dos autores, que compreendem
ser responsabilidade dos homeopatas,
atuando ou não na rede pública, refletir sobre seu papel social e sobre as
contribuições que a Homeopatia pode oferecer ao SUS.
A partir da elaboração e
distribuição de um questionário semi-estruturado, ao analisarem os dados
oriundos dos mesmos concluem que apesar da implantação dos serviços de
Homeopatia na rede pública de saúde já ser uma realidade crescente em nosso
país, este crescimento ainda é insuficiente para garantir que o acesso seja
universal e igualitário como propõe a Constituição fedral no capítulo saúde e
as diretrizes do SUS.
Unitermos:
Homeopatia; Diagnóstico; Serviços; SUS; Política de saúde
|
Capítulo 5 |
A experiência da Homeopatia oferecida via SUS em BH
"Em 1994 foi implantado o atendimento em
homeopatia e medicina antroposófica no SUS/BH. Com a realização de concursos
este serviço foi expandido também para a acupuntura. A crescente procura para
este serviço fica evidente pelo número de consultas verificadas em: 1994 = 604;
1995 = 2.418; 1996 = 5.397; 1997 = 9933; 1998 = 11.798; 1999 = 13.459; 2000 =
14.994 e 2001 = 12.465. Atualmente 18 Centros de Saúde em 8 Distritos Regionais
têm este atendimento. São 21 os médicos: 16 homeopatas, 3 antroposóficos e 2
acupuntores. Atualmente a homeopatia representa mais de 70% do atendimento. A
diretriz da Secretaria Municipal de Saúde é a expansão do atendimento em todas
as Regionais com a nomeação de novos profissionais.” (Resumo do trabalho
apresentado pelo programa de atendimento em Homeopatia, Acupuntura e Medicina
Antroposófica na Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte.)
|
B |
elo Horizonte também vive uma experiência da inclusão de algumas práticas não-alopáticas sendo disponibilizadas como terapêuticas via sistema de saúde (SUS). O trabalho que apresentamos a seguir foi elaborado pelas médicas homeopatas Cristina Gomes Gonçalves e Cláudia Prass Santos, junto com a farmacêutica homeopata Iracy Aparecida Ansaloni Soares. O estudo foi anexado neste projeto tendo em vista sua relevância, proximidade e resultados nos 9 anos em que tem funcionado o programa. Abaixo a reprodução de parte do trabalho para conhecimento desta estrutura nos moldes municipais.
Programa de Atendimento em Homeopatia, Acupuntura e
Medicina Antroposófica na Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte
Introdução
A Lei Orgânica Municipal no
seu artigo 144, parágrafo 6, coloca como atribuição do Município “o
oferecimento aos cidadãos de todas as formas de assistência e tratamento
adequado, incluídas a homeopatia e as práticas alternativas conhecidas”.
(Prefeitura..., 1990)
Em 1994 foi implantado na
Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) o atendimento médico em Homeopatia,
Acupuntura e Medicina Antroposófica.
No início, os médicos que
possuíam formação em Homeopatia, Medicina Antroposófica, e também já eram
clínicos e pediatras do SUS, foram convidados a prestar atendimento um ou dois
dias por semana nessas outras áreas. Em 1994, 1996 e 2000 foram realizados
concursos para as três áreas. Em 1994 o concurso contemplou também os
farmacêuticos homeopatas.
Desenvolvimento
Após os concursos de 1994 e
1996 foram nomeados os médicos das respectivas especialidades e os
farmacêuticos homeopatas. Houve grande expansão no número de consultas
realizadas. Cabe ressaltar que a ligeira queda em 2001 não foi um fato isolado
para a área, mas ocorreu em várias clínicas médicas no SUS/BH. Provavelmente o
fato foi conseqüência da greve realizada no SMSA que durou cerca de dois meses.
(Figura 1)

Figura 1 - Total de
Consultas em Práticas Médicas Não-Alopáticas – 1994-2001.Fonte: Sistema de Informação
Ambulatorial (SIA-SUS) Gerência Epidemiologia Informação (GEEPI)
No começo apenas dez
médicos (8 homeopatas e 2 antroposóficos) faziam este atendimento duas vezes
por semana. Atualmente este número è de 21 (16 homeopatas, 3 antroposóficos e 2
acupuntores ).
Belo Horizonte é dividida
em 9 Distritos Regionais, sendo que 8 deles têm atendimento em pelo menos uma
das especialidades do programa que estão distribuídas em 18 Centros de Saúde,
os quais representam 14% do total da Rede.
A proposta de atendimento
aprovada pela SMSA e hoje em vigor, é de que os médicos desta áreas atendam
diariamente 7 consultas, 4h/dia, respeitando as peculiaridades de cada prática.
O agendamento é feito para primeiras consultas, consulta de retorno e consultas
de urgência. Este agendamento obedece as diretrizes de cada Centro de Saúde, havendo marcação de consultas por
acolhimento, telefone, referência do próprio médico para retorno, etc.
ATENDIMENTO EM
HOMEOPATIA
Em 1999, com a implantação
de novos formulários para o movimento diário e mensal de consultas, o sistema
de informação pode separar os dados de atendimento das três especialidades.
Verificaram-se as seguintes porcentagens do atendimento da homeopatia dentro do
programa.1999=72,3% - 2000=76,2% - 2001= 69,1%.
DISTRIBUIÇÃO POR SEXO - anos:1999, 2000 e 2001- (Figura 2). Há uma
predominância do sexo feminino ( 60,5%, 65,2% e 72,4%) sobre o sexo masculino
(24,4%, 23,5% e 26,6%).

Figura 2 –
Atendimento em Homeopatia SUS/BH. Distribuição por Sexo 1999, 2000 – 2001. Fonte: SIA-SUS / GEEPI
DISTRIBUIÇÃO POR FAIXA
ETÁRIA -1999, 2000 e 2001(Figura 3).

Nos três
anos a predominância é da faixa etária de 20 a 49 anos seguindo a faixa de 50
anos e mais. É interessante observar que a homeopatia, apesar de atender todas
as idades, traz a tendência dos serviços públicos de saúde: atendimento maior
do sexo feminino e em idade nos extremos do mercado de trabalho. A exceção é na
faixa etária de 0 a 4 anos, que geralmente tem um alto índice de comparecimento
e que aqui não aparece.
Figura
3 - Distribuição por Faixa Etária- 1999-2000-2001.Fonte: SIA-SUS / GEEPI
DISTRIBUIÇÃO POR GRUPO
DIAGNÓSTICO-1999, 2000 e 2001 (Figura 4).
A partir de 1999 ampliou-se os
grupos diagnósticos no formulário de produtividade. Foram registrados 9870
diagnósticos em 9728 atendimentos, evidenciando o registro de mais de um
diagnóstico por paciente em algumas consultas.

Figura
4 – Atendimentos em Homeopatia. Distribuição por Grupo Diagnóstico – SUS/BH –
1999.Fonte: SIA-SUS / GEEPI
Em 1999 verifica-se que as
doenças respiratórias apresentam a maior
porcentagem (22,2%). Em seguida
vêm os transtornos mentais (18,8%) e hipertensão (10,4%). Nos anos 2000 e 2001
(12.922 e 11.150 atendimentos respectivamente) verifica-se que a maior porcentagem está em transtornos
mentais (23 e 23,7%), seguidas das doenças do aparelho respiratório (21,7 e
20,6%), hipertensão (8,8 em 2000) e aparelho digestivo ( 7,5% em 2001).
(figuras: 4, 5, e 6).

Figura
5 – Atendimentos em Homeopatia. Distribuição por Grupo Diagnóstico – SUS/BH –
2000.Fonte: SIA-SUS / GEEPI

Figura
6 – Atendimentos em Homeopatia. Distribuição por Grupo Diagnóstico – SUS/BH –
2001;Fonte: SIA-SUS / GEEPI
CONDUTAS PÓS-ATENDIMENTO
DOS PACIENTES-1999, 2000 e 2001- (Quadro 1).
Os altos índices de retornos
e altas com acompanhamento periódico de pacientes com enfermidade crônica em
processo de cura demonstram a adesão dos pacientes ao tratamento homeopático.
Os índices de internação, remetimento às especialidades e serviços de
emergência, solicitação de exames laboratoriais e radiológicos são baixos.
Quadro
1- Condutas Pós-Atendimento dos Pacientes – 1999, 2000 e 2001
|
Condutas |
1999 |
% |
2000 |
% |
2001 |
% |
|
Total de atendimentos |
9.728 |
- |
11.427 |
- |
8614 |
- |
|
Alta |
731 |
7,5 |
797 |
6,9 |
597 |
6,9 |
|
Retorno |
5156 |
53,0 |
6542 |
57,3 |
4942 |
57,4 |
|
Alta com acompanhamento periódico * |
2140 |
22,0 |
2794 |
24,5 |
2842 |
33,0 |
|
Não informado se alta ou retorno |
1.701 |
17,5 |
1294 |
11,3 |
233 |
2,7 |
|
Referência para internação |
6 |
<0,1 |
4 |
< 0,1 |
03 |
< 0,1 |
|
Referência para atendimento urgência |
16 |
0,2 |
22 |
0,2 |
31 |
0,4 |
|
Referência para especialidades |
170 |
1,7 |
183 |
1,6 |
127 |
1,5 |
|
Referência para outro setor do mesmo serviço |
20 |
0,2 |
13 |
0,1 |
24 |
0,3 |
|
Solicitação exames complementares laborato-riais |
294 |
3,0 |
499 |
4,4 |
447 |
5,2 |
|
Solicitação exames complementares radioló-gicos |
107 |
1,1 |
173 |
1,5 |
148 |
1,7 |
* Pacientes com doença crônica que estão bem, mas ainda exigem
supervisão esporádica.
CONDUTAS PÓS
ATENDIMENTOS-ANO 2001-HOMEOPATIA E CLÍNICA MÉDICA(Quadro 2).
As diferenças nas
porcentagens obtidas nas condutas pós-atendimento na homeopatia em relação à
clínica médica evidenciam o menor custo deste tratamento, no que se refere às
demandas por internação, atendimento de urgência, especialidades, exames
laboratoriais e radiológicos.
Quadro
2 -Condutas Pós-Atendimento - Ano 2001 – Homeopatia / Clínica Médica
|
|
Homeopatia % |
Clínica Médica % |
|
Referência para internação |
< 0,1 |
0,2 |
|
Referência para atendimento urgência |
0,4 |
0,7 |
|
Referência para especialidades |
1,5 |
11,7 |
|
Solicitação exames complementares laboratoriais |
5,2 |
24,9 |
|
Solicitação exames complementares radiológicos |
1,7 |
8,8 |
PROCEDÊNCIA DOS
PACIENTES NA PRIMEIRA CONSULTA-1999, 2000 e 2001- (Quadro 3)
As altas porcentagens de
encaminhamento por outros pacientes demonstram o grau de satisfação da
população atendida com o tratamento homeopático. Por outro lado, as baixas
porcentagens de pacientes encaminhados por outro profissional apontam para uma
baixa interação com outros profissionais.
Quadro
3 – Procedência dos pacientes na primeira consulta – 1999, 2000 e 2001
|
Procedências |
1999 |
% |
2000 |
% |
2001 |
% |
|
Encaminhado por demanda espontânea |
1143 |
43,1 |
1312 |
41,9 |
834 |
34,5 |
|
Encaminhado por outro profissional |
424 |
16,0 |
511 |
16,3 |
284 |
11,8 |
|
Encaminhado por outro paciente |
1082 |
40,9 |
1309 |
41,8 |
1299 |
53,7 |
|
Total de atend. c/ encaminhamento relatado |
2.649 |
100 |
3.132 |
100 |
2.417 |
100 |
CONCLUSÃO
O atendimento em
Homeopatia, Acupuntura e Medicina Antroposófica no SUS/BH, encontra-se
efetivamente implantado e apresenta demanda crescente e boa aceitação por parte
da população . Com a implantação deste programa na Rede Pública de Saúde foi
possível universalizar a oferta destas práticas médicas, de modo
descentralizado, em especial da homeopatia, beneficiando a população, e
difundindo a prática homeopática.
Agradecimento:
A Joaquim Sebastião Martins
Júnior, Médico / Saúde Pública da GEEPI/SMSA/BH, que nos disponibilizou todos
os dados usados no trabalho.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Prefeitura Municipal de
Belo Horizonte. Lei Orgânica do
Município de Belo Horizonte, 1990 - 105 p.
ANEXO 1
|
REGIONAL BARREIRO |
|
|
Centro de Saúde Bairro
das Indústrias End: Rua Maria de Lourdes
Manso, 80 Médicas: Maria Aparecida
Zica Cunha (Homeopatia) |
Tels: 3277-5978/5899 |
|
Centro de Saúde Tirol End: Rua Nélio Cerqueira,
15 Médica: Cláudia Prass
(Homeopatia) |
Tels: 3277-5826/5827 |
|
Centro de Saúde Urucuia End: Rua W, 432 –
Conjunto Pongelupi Médicos: Otávio Freitas
Rocha (Homeopatia) |
Tels: 3277-5938/5939 |
|
REGIONAL CENTRO- SUL |
|
|
Centro de Saúde Nossa
Senhora Aparecida End: Rua Paulino Marques
Gontijo, 222 B. São Lucas Médica: Regina Reis
Cançado (Antroposofia) |
Tels: 3277-5244 |
|
Centro de Saúde Nossa
Senhora da Conceição End: Rua Cabrália, 126 B.
Serra/Vila Conceição Médica: Rosângela Macedo
(Antroposofia) |
Tels: 3277-5246/5247 |
|
Centro de Saúde Tia
Amância End: Rua Ìrai, 248 –
Coração de Jesus Médica: Valéria Simão
(Homeopatia) |
Tels: 3277-8828/8829 |
|
REGIONAL OESTE |
|
|
Centro de Saúde Conjunto
Betânia End: Rua Onã, 45 – Conj.
Betânia Médicos: Andréia Leite
Corrêa (Homeopatia) Joaquim Sebastião M. Júnior
(Homeopatia) |
Tels: 3277-5982/5983 |
|
Centro de Saúde Vila
Leonina End: Rua 15 de Abril, 240
– Vila Leonina Médico: Hélio Ribeiro
Rocha (Homeopatia) |
Tels: 3277-9632/9633 |
|
REGIONAL NORDESTE |
|
|
Centro de Saúde Maria
Goretti End: Av. Barreiro Grande,
57 – B. Maria Goretti Médica: Soraida Pereira
Peixoto (Homeopatia) |
Tels: 3277-6676/6677 |
|
Centro de Saúde Dom
Joaquim End: Rua Bension Levy,
200 – B. Dom Joaquim Médicas: Maria Elisa C.
Barbosa (Acupuntura) Ivaneide Ferreira Sanders
(Homeopatia) Andréia Cantarino
(Acupuntura) |
Tels: 3277-5701/5707 |
|
REGIONAL NOROESTE |
|
|
Centro de Saúde Serrano End: Rua Tocantins, 471 –
Serrano Médica: Valéria F.
Botelho (Acupuntura) |
Tels: 3277-7160/8459 |
|
Centro de Saúde Padre
Eustáquio End: Rua Humaitá,1125 –
B. Padre Eustáquio Médico: Eduardo Luiz
Nicolau Osório (Homeopatia) |
Tels: 3277-7218/7219 |
|
REGIONAL NORTE |
|
|
Centro de Saúde Guarani End: Rua Pacaenbu, 160 –
B. Guarani Médica: Valéria Maria
Fonseca (Homeopatia) |
Tels: 3277-6770/6771 |
|
Centro de Saúde Etelvina
Carneiro End: Rua Mar de Rosas, 140 – Etelvina Carneiro Médico: Mário Caporali
(Acupuntura) |
Tels: 3277-5502/5503 |
|
Centro de Saúde
Providência End: Rua Arantina, 375 –
B. Providência Médica: Selma Maria
Araújo (Homeopatia) |
Tels: 3277-6760/6761 |
|
REGIONAL PAMPULHA |
|
|
Centro de Saúde Dom
Orione End: Av. Exped. Benvindo
B. Lima, 730 – B. São Luiz Médica: Maraísa S. Vilela
(Homeopatia) |
Tels: 3277-7860/7861 |
|
Capítulo 6 |
A experiência da Homeopatia oferecida via SUS/Juiz de Fora
Há 7 anos a Prefeitura de Juiz de Fora também implantou o Serviço de Homeopatia do SUS na cidade. O trabalho a seguir foi elaborado por Elizabete Guilhon de Castro Gomes, farmacêutica homeopata do SUS/PJF e também pela médica homeopata e chefe do Departamento de Práticas Não convencionais da Diretoria de Saúde, Saneamento e Meio Ambiente da Prefeitura de Juiz de Fora.
|
O |
s dados abaixo
demonstram uma experiência relevante que inclui de modo sistemático a questão
da farmácia homeopática, como fornecedora de medicação de qualidade e a baixo
custo, preenchendo assim uma lacuna
desafiadora na implantação do tratamento homeopático via SUS. Conhecer
esta trajetória é hoje um dos desafios
na maioria das entidades gestoras de saúde, bem como secretarias municipais e
outras entidades que estão ligadas à saúde no estado. Veja a reprodução de
partes do Relato
A Prática da
Farmácia Homeopática do Serviço de Homeopatia do SUS/Juiz de Fora
RESUMO
A Homeopatia no Serviço Público é
hoje uma realidade no Brasil. A experiência de Juiz de Fora que mantém uma
Farmácia Homeopática para atender exclusivamente aos pacientes inscritos no
Serviço de Homeopatia é uma iniciativa que tem se mostrado eficaz. Inaugurada
em março de 1996 a Farmácia Homeopática atua dentro dos padrões estabelecidos
pela Farmacopéia Homeopática Brasileira, 2a ed. Ao longo destes anos ganhou novo espaço,
novos equipamentos e ampliou a opção de formas farmacêuticas disponíveis para
prescrição. Enfrenta os problemas normais relacionados à gestão da saúde
pública, mas tem mostrado excelente aceitação junto ao público - alvo - a
população carente - que de outra forma não teria acesso à Homeopatia. Os
resultados apresentados podem ser considerados bastantes positivos, sendo que
toda a gama de pacientes - crianças e adultos - atendidos pelo Serviço de
Homeopatia utiliza os seus serviços. As diretrizes atualmente estabelecidas
propõem a introdução de novos procedimentos e a normatização dos já existentes
objetivando manter o padrão já conseguido, assegurar sua continuidade e
oferecer uma base para o desenvolvimento de novas atividades.
1. INTRODUÇÃO
O Serviço de Homeopatia do SUS/Juiz
de Fora, inaugurado em 20 de Dezembro de 1995, é hoje um serviço consolidado,
com tendências crescentes de demanda, mostrando a credibilidade e
aceitabilidade da Homeopatia entre os usuários do serviço de saúde pública do
País.
Seu quadro de profissionais conta
atualmente com 06 médicos homeopatas, uma enfermeira, uma assistente social,
uma farmacêutica e quatro auxiliares de enfermagem, sendo que sua estrutura
física engloba um ambulatório e uma farmácia.
Para acessar o Serviço de Homeopatia
o futuro paciente deve agendar uma primeira consulta - marcação esta que ocorre
em um único dia da semana, com número de vagas pré-determinado.
Anteriormente à primeira consulta o paciente participa de uma reunião onde
recebe informações básicas sobre o tratamento homeopático. Os retornos são
agendados automaticamente após a primeira consulta. Adicionalmente, o Serviço
disponibiliza também atendimento de urgência.
Pode-se destacar, para o período de
funcionamento do Serviço de Homeopatia, a distribuição cronológica dos
usuários, de acordo com o Gráfico 01 - Distribuição cronológica dos usuários,
que mostra um percentual de 33,5% na faixa etária de 0 a 12 anos, 9,5% na faixa
de 12 a 19 anos, 47,5% na faixa de 20 a 65 anos e 9,5% com idade superior a 65
anos (1):
Gráfico 01 - Distribuição cronológica dos usuários

O serviço é hoje considerado como
prioritário e de excelência pela Secretaria de Saúde do Município de Juiz de
Fora. Esta consideração decorre da qualidade do atendimento, do processo
contínuo de avaliação e do cumprimento de todas as exigências que a Comissão de
Saúde Pública da Associação Médica Homeopática Brasileira - AMHB prevê
para a implementação e operação dos
serviços de homeopatia na rede pública.
Parte integrante deste
serviço, a Farmácia Homeopática do SUS/JF mostra uma experiência inovadora
dentro da saúde pública no Brasil no tocante à sua estruturação e
funcionamento. Encontra-se no quinto ano de funcionamento, apresentando
resultados positivos e altamente estimulantes.
Este trabalho mostra esta
experiência, envolvendo desde a sua implementação até detalhes de seu
funcionamento atual, além dos resultados obtidos até o presente. A conclusão
efetua uma análise destes resultados bem como aborda procedimentos operacionais
ainda em andamento e que serão importantes na busca constante do
aperfeiçoamento desta iniciativa.
2. OBJETIVOS E HISTÓRICO
A instalação da Farmácia Homeopática
teve como objetivo principal assegurar a qualidade do medicamento fornecido aos
usuários do Serviço de Homeopatia, permitindo ainda uma uniformidade na manipulação destes medicamentos. Outro
aspecto considerado foi a tentativa de se viabilizar um pronto atendimento aos
usuários inscritos no Serviço de Homeopatia, possibilitando o acompanhamento
destes pacientes ao longo de todo o processo de tratamento, além do
fornecimento gratuito do medicamento, dado o público-alvo a ser atendido.
O
início das atividades da Farmácia de Homeopatia ocorreu em março de 1996 tendo
funcionado durante dois anos em uma única sala de 36 m2, em
instalações pertencentes à Prefeitura
de Juiz de Fora, porém fisicamente distintas e distantes daquelas nas quais se
encontrava o restante do Serviço. No
tocante à sua infra-estrutura dispunha-se dos elementos indispensáveis à
manipulação de medicamentos: 01 (uma) estufa para esterilização; 01 (um)
aparelho destilador; 01 (um) deionizador; 01 (uma) balança de precisão; 02 (duas) almofadas contadoras
além do alcoômetro de Gay Lussac, repipetadores automáticos e vidraria adequada. Acrescentou-se a esta infra-estrutura,
posteriormente, um braço mecânico.
Constituiu-se o mobiliário de seis
armários para estocagem de medicamentos-matrizes e material de expediente, além de duas mesas com cadeiras e duas máquinas de datilografia. As condições de iluminação
artificial eram satisfatórias, sendo o ambiente climatizado.
O estoque inicial dispunha de 109
medicamentos, entre policrestos e semipolicrestos em variadas dinamizações,
sendo a mais alta 199CH. A seleção destes primeiros medicamentos foi
determinada através de consultas aos médicos integrantes do Serviço de Homeopatia,
que sugeriram e informaram sobre os medicamentos mais utilizados
rotineiramente. As questões associadas ao fornecimento de medicamentos
prescritos pelos médicos não existentes no estoque da Farmácia, bem como a
viabilização da manipulação de auto-nosódios, foram solucionadas através de
dois convênios: o primeiro com uma farmácia de homeopatia local da rede privada, que se encarregou do
fornecimento de matrizes e o segundo com um laboratório de análises clínicas para
possibilitar a manipulação dos auto-nosódios.
No início das atividades da Farmácia a dispensação era efetuada exclusivamente
sob a forma líquida.
3. FUNCIONAMENTO
Atualmente, a Farmácia de Homeopatia
ocupa um espaço mais amplo, reformado exclusivamente para possibilitar a sua
instalação, estando constituída por um laboratório de 12 m2,
escritório e sala de espera totalizando, estes três ambientes, 36 m2.
A diferença em relação à localização anterior reside no fato que as novas
instalações possibilitaram a separação entre os ambientes do laboratório e do
escritório, além de funcionar no mesmo prédio do ambulatório do Serviço de
Homeopatia.
As atividades de rotina da farmácia
seguem basicamente os critérios estabelecidos pela Farmacopéia Homeopática
Brasileira, 2a ed (2). e o Manual de Normas Técnicas da ABFH (3),
com as necessárias adaptações. Os funcionários dividem as tarefas de limpeza
dos ambientes e utensílios, esterilização e estocagem de material, preparação
de veículos, rotulagem de medicamentos, recebimento de receitas e entrega de medicamentos.
O farmacêutico é responsável pelo aviamento das receitas e gerência da
farmácia.
Com o objetivo de se atingir um
padrão ótimo de qualidade. novos melhoramentos estão sendo gradativamente
incorporados às rotinas estabelecidas. Neste ponto, entretanto, podem ser
assinaladas grandes dificuldades no tocante à disponibilidade da Prefeitura em
atender às reivindicações, dada a
difícil situação fiscal atravessada pelos municípios brasileiros na atualidade.
Procedimentos alternativos vêm sendo
tentados como forma de superar estas deficiências. Dentre estes pode-se
destacar a tentativa de sensibilização dos
pacientes quanto à devolução dos frascos utilizados, que teve resposta positiva
e constitui hoje uma realidade. Atualmente estas embalagens devolvidas perfazem
80% do total utilizado, sendo que, infelizmente em relação aos acessórios
(batoques, bulbos, cânulas e tampas diversas) a perda é grande. Esta perda
decorre da necessidade de descarte da maioria destes acessórios devolvidos por
se apresentarem danificados ou impróprios para o uso de forma adequada.
A partir do início deste ano os
medicamentos já são dispensados em todas as formas farmacêuticas disponíveis.
4. RESULTADOS
4.1. Receitas aviadas e medicamentos
manipulados
Serão apresentados a seguir alguns
quantitativos dos resultados obtidos pela Farmácia Homeopática desde o início
de seu funcionamento, em 20 de Março de 1996. As Tabelas 01 e 02 (4) contém os
totais mensais de receitas aviadas e medicamentos dispensados, anualmente,
desde o início de suas operações, informações estas também disponibilizadas nos
Gráfico 02 e 03. Estes resultados mostram que, em 05 anos de funcionamento,
foram aviadas aproximadamente 23.500 receitas, resultando em um total de mais de 56.000 medicamentos
entregues à população.
Tabela 01 - Receitas aviadas
|
Meses/Receitas |
1996 |
1997 |
1998 |
1999 |
2000 |
|
Janeiro |
172 |
228 |
240 |
306 |
451 |
|
Fevereiro |
160 |
319 |
501 |
272 |
843 |
|
Março |
252 |
429 |
707 |
548 |
810 |
|
Abril |
312 |
494 |
598 |
432 |
- |
|
Maio |
362 |
449 |
619 |
433 |
- |
|
Junho |
366 |
521 |
702 |
440 |
- |
|
Julho |
312 |
376 |
572 |
542 |
- |
|
Agosto |
362 |
459 |
674 |
817 |
- |
|
Setembro |
366 |
517 |
629 |
684 |
- |
|
Outubro |
334 |
350 |
575 |
569 |
- |
|
Novembro |
334 |
371 |
401 |
553 |
- |
|
Dezembro |
340 |
527 |
334 |
495 |
- |
|
Total |
3672 |
5040 |
6552 |
6091 |
2104 |
Gráfico
02 - Receitas aviadas (totais mensais e anuais)

Tabela
02 - Medicamentos dispensados
|
Meses/medicamentos |
1996 |
1997 |
1998 |
1999 |
2000 |
|
Janeiro |
215 |
704 |
692 |
573 |
1461 |
|
Fevereiro |
215 |
668 |
1092 |
616 |
2281 |
|
Março |
394 |
1014 |
1573 |
1192 |
2450 |
|
Abril |
576 |
1286 |
1314 |
985 |
- |
|
Maio |
724 |
1122 |
1399 |
999 |
- |
|
Junho |
705 |
1477 |
1379 |
1035 |
- |
|
Julho |
576 |
897 |
1111 |
1592 |
- |
|
Agosto |
724 |
1256 |
1336 |
2332 |
- |
|
Setembro |
705 |
1045 |
1224 |
1982 |
- |
|
Outubro |
712 |
906 |
1105 |
1563 |
- |
|
Novembro |
706 |
1051 |
765 |
1966 |
- |
|
Dezembro |
760 |
1549 |
689 |
1680 |
- |
|
Total |
7012 |
12975 |
13679 |
16515 |
6192 |
Gráfico
03 - Medicamentos dispensados (totais mensais e anuais)

Em 1996 foram inscritos no
programa 1135 pacientes, em 1997 foram 959 número este inferior devido à
interrupções ocasionais no agendamento da primeira consulta por sobrecarga dos
médicos e em 1998, até setembro, quando se deu a última marcação de consultas
de novos pacientes, foram 1020 pacientes, totalizando 3114. Atualmente fazem
parte do programa mais de 4.000 pacientes, sendo que a marcação da consulta de
primeira vez foi retomada em junho de 1999
Os
quantitativos anuais de Receitas aviadas e Medicamentos dispensados, para os 05
anos de funcionamento da Farmácia, são
apresentados no Gráfico 04 (04) onde fica explicitado, de forma clara, o
crescimento de suas atividades.
Gráfico
04 - Totais anuais de Receitas aviadas e Medicamentos dispensados para os 05
anos de funcionamento da Farmácia.

As receitas totais aviadas, nos anos
de 1996 a 2000, foram 3.672 , 5.040, 6.552, 6.091 e 2.104, valor este último
correspondente aos 03 primeiros meses. Neste mesmo período os medicamentos
dispensados totalizaram 7.012, 12.975, 13.679, 16.515 e 6.192, sendo o último
valor também relativo ao primeiro trimestre. Ocorreram assim, entre 1996 e
1999, crescimentos de 65% e 135% nos totais de receitas aviadas e medicamentos
dispensados. Extrapolando-se linearmente o total do primeiro trimestre de 2000
para o total anual chega-se a percentuais de 130% e 253% de crescimentos nas
receitas aviadas e medicamentos dispensados para o mesmo período.
4.2.
Autonosódios
A Tabela 03 contém, como informação
e de forma discriminada, os totais de autonosódios já manipulados neste período
(4), em distintas modalidades, que somaram
26 manipulações.
Tabela
03 - Autonosódios manipulados
|
Autonosódio
|
Totais |
|
Sangue |
14 |
|
Urina |
09 |
|
Secreção
Naso-faríngea |
01 |
|
Secreção
Auricular |
02 |
4.3.
Variação mensal do estoque - Novas matrizes
Pode-se verificar através da Tabela
04 e Gráfico 05 (4) os acréscimos mensais de novas matrizes ao estoque no
período de quase 05 anos de funcionamento da Farmácia. Foram agregadas 728
novas matrizes ao estoque, que hoje disponibiliza 409 medicamentos em
dinamizações variadas. Este estoque vêm se tornando suficiente para o
atendimento das receitas, sendo que as aquisições estão ocorrendo
principalmente para novos medicamentos, ainda não existentes na Farmácia. Com a
compra do braço mecânico os pedidos de dinamizações intermediárias de
medicamentos constantes do estoque, obtidos através do convênio com a rede
privada, decresceram sensivelmente.
Tabela
04 - Adição de novas matrizes ao estoque
|
Meses |
1996 |
1997 |
1998 |
1999 |
2000 |
|
Janeiro |
0 |
15 |
16 |
04 |
11 |
|
Fevereiro |
0 |
15 |
10 |
09 |
12 |
|
Março |
0 |
22 |
11 |
18 |
13 |
|
Abril |
0 |
25 |
9 |
10 |
13 |
|
Maio |
0 |
17 |